sábado, 23 de novembro de 2013

Calibre das cordas de guitarra: a polêmica


Bom meus caros leitores, faz um tempo que este é um tema que me incomoda e ao mesmo tempo me estimula a reflexão. Até havia pensado em fazer um post sobre isto antes, mas encontrei um post em outro blog que dispensa que eu escreva novamente a respeito.

Só gostaria de acrescentar um comentário meu: não se preocupe em seguir regras. Não existem regras neste sentido. Você deve procurar um calibre de cordas que se adapte melhor ao seu jeito de tocar. E também deve pensar na saúde dos seus tendões. Se um calibre 0.13 lhe parece confortável de tocar e executar bends e acordes de pestana, fique com ele. Mas se sua praia é mesmo um 0.09, use-o na sua guitarra e seja feliz!

E se o 0.09 pode trazer uma perda de sustain, hoje em dia tem captadores e captadores, basta escolher um mais encorpado para compensar isto.

O link para a postagem abaixo:

http://inicianteguitarra.blogspot.com.br/2013/11/tocar-com-cordas-grossas-sera-que-vale.html#comment-form

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Minha guitarra não segura a afinação!: como eliminar pontos de atrito.



Muitos termos neste post estão em inglês devido à maioria das fontes de informação estar neste idioma. Eliminar os pontos de atrito é um desafio para melhorar a estabilidade da afinação. Após a execução de um bend ou alavancada a corda pode travar em alguma parte onde haja contato e não voltar à afinação original. Normalmente esses pontos situam se:

a)    nas tarraxas (tuners);
b)    no abaixador de cordas (string-tees);
c)    na pestana (nut);
d)    nos carrinhos da ponte (saddles);
e)    na parte interna do bloco da ponte (brigde block)

Par eliminar esses pontos de atrito pode ser necessário fazer pequenas ou grandes modificações em sua guitarra.

As tarraxas




Quando as cordas são passadas no furo do poste da tarraxa aí está um provável ponto de atrito, pois a variação tensão (ex.: ao fazer um Bend) faz com que as cordas movam-se milimetricamente. Uma excelente saída é colocar um jogo de tarraxas com trava (chamados de Locking Tuners). As travas atuam fixando a corda dentro do furo através do qual são passadas por meio de sistemas de rosca e/ou pressão por aparafusamento.

Entre os jogos de tarraxas com trava mais comuns e confiáveis existentes no mercado estão: o Schaller (usado pela Fender), as Sperzel, as Planet Waves (que tenho na minha Fender México) e as Gotoh Magnum Lock. Além destas, ainda há marcas consideradas boas por seus usuários, como a Grover e Wilkinson. Antes de comprar um jogo de tarraxas com trava considere os seguintes fatores:

  1. Tipo de headstock:

a)    6 Em linha (6 in-line): para headstocks tipo stratocaster ou similares;
b)    3 + 3: o nome já diz tudo. Para headstocks tipo Les Paul ou similares;
c)    Outros modelos: de acordo com o tipo de headstock (guitarras de 7 cordas), 4+2, etc...

  1. Convencionais ou as estagiadas (staggered tuners): Staggered significa “estagiada”. O que isso significa? Significa que as tarraxas vão diminuindo a altura da primeira para a última da fileira, criando uma angulação naturalmente correta para as cordas em headstocks do tipo strato sem a necessidade de usar abaixadores de cordas.

  1. O diâmetro dos furos: cada modelo de tarraxa possui um tamanho de diâmetro do post que deve se encaixar no furo (peg holes), sem deixar folgas ou precisar de forçar. Cada fabricante informa esta especificação. O que você precisa fazer é checar as informações do produto para descobrir se servirá. Em alguns casos, mesmo que as tarraxas tenham diâmetro menor que o do furo, existem buchas que servem como adaptadores para se adequarem  a esta situação.

  1. O ratio: alguns modelos de tarraxa oferecem uma maior precisão de afinação. Tarraxas com ratio de 18:1 oferecem maior precisão. Mas mesmo tarraxas com proporção de 15:1 oferecem uma afinação muito boa. Esse é um critério também importante, mas menos crucial na escolha.


Abaixadores de cordas

Também conhecidos como String-guides, ou string-trees, são utilizados principalmente em guitarras dos modelos Stratocaster e Telecaster; Para quem não faz idéia do que seja, é aquela peça minúscula que serve para abaixar as cordas E e B e às vezes também a G e D em headstock de Stratocasters e Telecasters.



Algumas Stratocasters tem essa peça na forma de abas dobradas onde as cordas passam por baixo. Em alguns baixos e guitarras (especialmente nas Telecasters) o string-tree é uma peça que parece um botão de calça jeans, que fica instalado entre as duas cordas que se deseja abaixar. Neste caso o atrito é menor do que do primeiro modelo de abas dobradas.

Há um terceiro modelo que considero bem mais eficiente e que equipa as Fender American Deluxe Stratocaster, onde as cordas passam sob um roller. Pra quem não sabe o roller é, como o próprio nome diz, um rolamento que permite um melhor deslizamento das cordas. Esse modelo de abaixador de cordas reduz bastante o atrito entre as tarraxas e o nut, na região do headstock.

Atrito na pestana

Para diminuir o atrito na pestana existem as seguintes opções:

a)    instalar um roller nut: é uma pestana em que as cordas passam por cima de mini-rolamentos em forma de esferas, eliminando o atrito.
b)    Instalar um nut de latão: dizem que o nut de latão deixa as cordas deslizarem melhor, e causa menos transtornos para instalar do que o roller nut; Yngwie Malmsteen utiliza esse tipo de pestana na sua signature;
c)    Aplicar grafite em pó no nut convencional: dizem que melhora o deslizamento das cordas, mas requer manutenção constante. É um trabalho adicional, mas simples e eficaz;
d)    Instalar um nut da Graphtec de TUSQ. TUSQ é uma mistura de componentes, que segundo o fabricante oferece menor atrito do que as outras opções e até mesmo melhora o sustain e a ressonância.
e)    Se os sulcos onde as cordas repousam no nut estiverem desgastados, com rebarbas, ou formando ângulos muito fechados em direção às tarraxas, aí pode estar o motivo do atrito. Pode-se fazer um trabalho de recuperação ou até substituição do nut por outro em que os sulcos estejam bem alinhados.

Carrinhos (saddles) e bloco da ponte

Entre as melhores opções existem:

a)    Pontes que tem os carrinhos com roller e bloco adaptado: um modelo legal de ponte é o GOTOH EV-510T-SS. Esse modelo conta ainda com dois pivôs e com o bloco construído especificamente para diminuir o atrito com a argola metálica das cordas que fica internamente no bloco. A página dessa ponte no site oficial da GOTOH é: http://www.g-gotoh.com/international/?btp_product=ev510t-ss
b)    Aplicar grafite em pó nos carrinhos;
c)    Substituir os carrinhos da sua ponte tremolo vintage (convencional das Fender strato) por saddles individuais com roller ou por saddles de grafite. A vantagem encontra-se em não ser necessário substituir a ponte inteira.

As molas das pontes tremolo

            Outro ponto causador de problemas de afinação encontra-se na cavidade traseira das Stratos. Lá se situam as molas, que servem para puxar a ponte de volta para seu ponto de repouso original após uma alavancada.
            Até 5 molas podem ser utilizadas no sistema. O mais comum é serem utilizadas 3 molas. Quanto mais forem utilizadas mais duro e tenso fica o sistema da ponte e, em tese, mais estável a afinação. Quanto menos molas estiverem acopladas no sistema, mais macia a ação do tremolo e ao mesmo tempo mais suscetível a problemas de afinação, pois as molas podem não conseguir exercer força suficiente para fazer a ponte retornar ao seu ponto de inércia – chamado de ponto zero.

            Como esse não é um problema propriamente de atrito, mas sim da tensão no sistema de tremolo, não vamos abordá-lo mais a fundo neste artigo. Apenas, cabe citar o sistema de estabilizador de tremolo (hipshot tremsetter), que serve para controlar este problema.

sábado, 5 de outubro de 2013

ITALIA MONDIAL CLASSIC: um modelo único.

Nós guitarristas estamos sempre buscando por novas sonoridades. É muito comum apelarmos para pedais, amplificadores, alto falantes e até mesmo microfones para alcançar aquele som que muitas vezes está perdido no fundo de nossas mentes.

Gostaria de compartilhar com vocês, meus caros leitores, um modelo de guitarra que eu encontrei nas minhas buscas pela net e que, devido à suas características, estética e sonoridade tão particulares, a torna digna de receber um post aqui no blog.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Como me tornar um bom guitarrista?

Bom, antes de entrar propriamente no assunto, gostaria de observar aqui que é como eu sempre digo nos posts "comente, seu comentário enriquece o blog". O problema é que poucas pessoas comentam, talvez meus textos sejam muito chatos, mas tudo bem. Tem uma grande razão para que eu continue escrevendo aqui no blog, que é compartilhar o que eu aprendi nesse tempo em que sou guitarrista e deixar algumas ideias para reflexão no ar. Assim, se um leitor gostar de um texto meu e isso puder ajudá-lo a aprender alguma coisa, tirar uma simples dúvida ou conseguir enxergar um tema a partir de outros pontos de vista, todo meu trabalho já terá valido a pena. E disso tenho certeza, tem valido a pena.

O texto abaixo surgiu a partir de um e-mail que recebi de um visitante do blog que apesar de já dominar um bom conhecimento de guitarra como escalas, modos, harmonia etc... gostaria que eu desse sugestões de como se tornar um bom guitarrista. Então, compartilho o texto abaixo com os leitores do Guitarra em Foco. Não quis me prender a ideias como "faça tal exercício tantas vezes por dia", "use o metrônomo" ou "comece a 70 bpm e vá aumentando o andamento a medida que sentir mais confortável". Já tem blogs demais que falam sobre isto. Então preferi abordar alguns desafios que perpassam a cabeça de nós guitarristas durante o passar dos anos, e que é uma coisa menos palpável mas que acredito que possa ajudar bastante. Só uma ressalva: cada um passa por um processo de desenvolvimento particular e tem uma visão própria sobre isso. Então não tenho intenção de afirmar nada como verdade absoluta nesse post, ok?

O processo de se transformar em um bom guitarrista é algo pra vida toda, mas é claro que tem um ponto divisor de águas entre ser um guitarrista que conhece muita teoria e um guitarrista que sabe se expressar bem na guitarra, e (isso pode acontecer em bem menos tempo). O grande diferencial entre um bom músico e um músico comum é a maturidade musical.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Influência das madeiras no timbre de guitarra: qual o limite?

Tem um tempo que não posto nada. Àqueles que acompanham ou que visitam esporadicamente o blog, deixo antecipadamente minhas desculpas. Tenho ficado ausente por falta de tempo mesmo, ou por dificuldade em organizá-lo.

Mas tem uma coisa que já faz um tempo eu queria postar aqui, só que acabei esquecendo, e agora aproveitando a oportunidade resolvi postar. Além disso, é algo que não vai demandar muito tempo para escrever.

Desde o começo, eu gostaria de deixar claro que o interesse desse post não é aprofundar em características do timbre de diferentes madeiras, mas apenas expor algumas reflexões que eu acabei fazendo após muita leitura e debate com outros músicos.

Quem se interessa por este assunto já deve ter em mente algumas idéias como maple tem som disso, mogno daquilo, e por aí vai.